quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Ainda investimos (o que não temos) no curto-prazo...
Catorze por cento da população activa portuguesa vive abaixo do limiar da pobreza, a percentagem mais alta da União Europeia a 25 Estados-membros, de acordo com o Relatório Conjunto sobre a Protecção e Inclusão Social de 2007 da Comissão Europeia. (vide DrMilhones em 2006)Entre os Vinte e Sete países da União Europeia (UE), apenas a Polónia e a Lituânia estavam em pior situação, com 21 por cento de pobres. Estes são, no entanto, países com níveis de riqueza particularmente baixos: o produto interno bruto (PIB) por habitante da Polónia ascendia no mesmo ano a 50,7 por cento da média comunitária e o da Lituânia a 51,1 por cento. Em Portugal, o PIB por habitante representava na mesma altura, 74,8 por cento da UE.
Mas mesmo assim o PS continua na senda dos projectos megalómanos...mesmo assim a opressão sobre os mais carenciados vai continuar em alta, vejamos que, dois outros indicadores, desta feita sobre educação, também colocam o país "muito abaixo da média da UE" a taxa de abandono escolar precoce, que "continuava extremamente elevada em 2005, 38,6 por cento, e os níveis de escolaridade dos jovens, que "registavam valores muito baixos, 48,4 por cento.
Esta situação mantém-se à décadas meus amigos, ou seja, no capítulo inclusão social do relatório, a economia portuguesa é descrita como "estruturalmente débil, com um modelo de desenvolvimento assente em actividades não especializadas e de mão-de-obra intensiva, que proporcionam salários baixos e empregos de pouca qualidade, "o que induz baixos níveis de produtividade e um elevado número de trabalhadores pobres", 11,4 por cento em 2003.
Portugal tem o pior resultado da UE no indicador dos trabalhadores pobres, o que significa que o salário não protege contra a precariedade: segundo os mesmos dados, 14 por cento dos portugueses com um emprego vivem abaixo do limiar de pobreza, contra 8 por cento no conjunto dos Vinte e Sete.
Na República Checa, cujo PIB é muito próximo do português (75,2 por cento da UE), os trabalhadores pobres são apenas 3 por cento da população.
Tenhamos coragem de admitir que somos pobre e com pouca educação superior de qualidade! Só assim teremos capacidade de melhorar o nosso futuro e o futuro dos nosso filhos!
Ainda me custa ver o Governo a admitir investimentos em Otas e TGV, quando temos escolas a cair aos bocados e a fecharem; quando temos maternidades, centros de saúde e hospitais a fecharem; quando temos expectativas altas só para conseguirmos trabalhar mais um dia sem nos desmotivar e cairmos em desespero...
A verdade é que a classe média-alta, média e média-baixa, onde se concentram a maioria dos empréstimos bancários, vai continuar a sofrer um desgaste financeiro acentuado em 2007 e 2008! Aumento de taxas e de impostos, redução de comparticipações e aumentos salariais ao nível da inflação! Não temos hipótese alguma! O que fazer?
(Podes ler mais sobre este assunto aqui, aqui e aqui)